1. 30 ovos por 10 reais


    Encontro: 15/10/2018, Categorias: cuceta, afeminado, Fetiches, trintão, Novinho, abusado, marrento, cuidado com os sereios!, Trabalho, Malandro, SAFADO, malícia, público, Em Público, Sodomia, Casado, escondido, Traição / Corno, adultério, mamada, sodomita, ex-hétero, objetificação, continho, Dominação, Submissão, viado, Vendedor, vendedor ambulante, Transporte, kombi, mulato, negro, Cafuçu, malandragem, sem camisinha, suor, calor, subúrbio, Gays / Homossexual, Autor: André Martins, Fonte: CasadosContos

    Eu tava era puto pra caralho. O governo me fodeu de tantas formas possíveis que, aos 34 anos, eu tive que ir pra rua trabalhar vendendo ovo pra poder sustentar a família. Isso mesmo, ovo de galinha. Morenão de praia, corpaço de mulato, atitude de homem e socado numa kombi abafada e apertada, eu e mais um maluco que apareceu pra quebrar o galho e ganhar um trocado qualquer, nem que fosse do cafezinho. O auto-falante ecoando bem alto. - "OLHA O CARRO DO OVO PASSANDO NA SUA RUA!" A necessidade parecia tornar o dia ainda mais quente e as ruas intermináveis, pra não falar da falta de qualquer alma viva debaixo daquele sol. Eu andando de segunda marcha e o autofalante ecoando ao longe, dando aquele tom de escaldância à visão. - "SÃO 30 OVOS POR APENAS 10 REAIS, FREGUESA!" De boné pra trás, eu já tinha tirado a blusa há maior tempão. O suor escorrendo pelo tórax moreno e se misturando com o cheiro do desodorante que joguei nos sovacos, assim como o perfume vagabundo que passei antes de sair. Meu cordão na boca e as mãos sem sair do volante da kombi. Até que, no finalzinho da rua onde passávamos, avistei uma mulher saindo de casa e andando na direção para onde íamos. - "OVOS DE QUALIDADE, QUE A GALINHA CHOROU PRA BOTAR!" De longe, percebi a bermudinha curta e um puta rabão. A mina com certeza era dessas ratas de academia, toda cavaluda e empinada, cabelo curtinho e castanho. Tava só de blusinha e era baixa, menor que eu, do tipo que eu gostava de foder. O calor da situação fez o ... caralho sentir o cheiro de boceta de longe. E eu sabia que aquele cu era tão faminto quanto meu pau, de tanto que comia a bermuda da cachorra, toda socadinha. Que puta tesão que senti, até tirei uma mão do volante pra apertar o cacete. - Aquela morena ali, né? - perguntou meu parceiro de trabalho, percebendo junto comigo a corpulência descomunal da gostosa. - Mermão, que morena é essa!? Acelerei o andar da kombi pra me aproximar, mas a rabuda tava bem pelo canto da calçada, dificultando a visão. - Rapaz, aquilo ali é homem! - meu parceiro falou. Ele só podia estar muito louco. - Que mané homem, tá viajando! Olha aquele cuzão! - respondi. Infelizmente a safada entrou por um portãozinho baixo, resumindo meu contato só àquela situação momentânea. Só que fiquei tão encacetado com aquela morena gostosa que tornei a voltar na mesma rua algumas vezes durante o dia, porém não a encontrei mais. O estrago já estava feito: eu passava ali todos os dias, era questão de tempo até a gente se esbarrar e cair pra treta. No dia seguinte, a mesmíssima rotina se seguiu, com exceção de que meu parceiro de trampo não brotou pra trabalhar. Normalmente era eu quem dirigia e ele quem vendia, mas naquele dia aconteceu algum caô dele com a mulher e só recebi mensagem dizendo que não ia rolar. Fiquei meio puto, odiava ter que ficar saindo e voltando pra kombi toda hora, mas não havia o que fazer, eu precisava de ir. Saí dez e pouca da manhã, mas o sol já tava rachando. - "OLHA O CARRO DO OVO PASSANDO!" O ...
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