1. Amolecendo o coração do bad boy. (Clichê) VI


    Encontro: 14/06/2018, Categorias: Colégio., Teens, Hétero, bullying, Amor / Romance platônico, suspense, Drama, Gays / Homossexual, Autor: Berg, Fonte: CasadosContos

    - vai embora, velho. – o interrompi. - ta... Eu já to indo. – disse com a voz baixa. – Se você precisar de alguma coisa, me dar um toque? – perguntou. Apenas confirmei que sim com a cabeça. - a gente se ver lá pela escola? – disse ele em forma de pergunta. - acho que sim. – falei. - beleza. – disse ele abrindo a porta. Antes de sair, ele ainda me olhou mais uma vez, e sumiu da minha visão. Pedi pra ele ir, mas não queria que ele fosse. Agora ele tinha ido. E se ele não voltasse nunca mais? Nunca mais é tanto tempo. Kaue e Kauã entraram no quarto que eu nem percebi. Naquela noite, tardei a dormir. Primeiro devido as fortes dores que eu sentia; Segundo por causa daquela visita repentina do Junior. Aquela semana eu não fui pra aula, estava amparado pelo atestado. Na quarta feira já estava me sentindo melhor e fui ate a livraria, que ficava no shopping, fazer um trabalho de literatura, que o Pádua havia me informado por telefone. Tomei um banho, coloquei uma bermuda, uma sandália e uma polo branca, coloquei a mochila nas costas, e fui caminhando ate o ponto de ônibus. Lembro que o tempo estava nublado com previsão de chuvas, mesmo assim o shopping estava bombando. Esperei por uns quinze minutos, até uma mesa ser desocupada. - aqui. – disse o atendente apontando para uma mesa colada a vitrine da livraria. - valeu. – falei tirando a mochila das costas. Pela vidraça olhei para fora, e todas as mesas estavam lotadas. Muitos iam àquele local para estudar, ler ou até mesmo papear. ... Lembro que ali tinha o melhor capuchino da cidade. Pedi um, e em seguida fui ate o acervo de escritores brasileiros. Quando retornei, a quantidade de pessoas havia triplicado. Sentei à mesa com minha bebida e comecei a folhear um dos livros. Havia muitos clientes esperando por mesas. Conforme alguns iam saindo, os atendentes iam distribuindo os que chegavam. Fiquei ali por bastante tempo. Olhei no relógio e já passava das 18. Chovia muito, e decidi que já estava na hora de ir pra casa. Comecei a recolher meus cadernos dentro da mochila quando fui abordado por alguém. - posso sentar aqui? – disse o rapaz. - claro. – respondi ainda de cabeça baixa. – já tô de saída. – falei passando o zíper na mochila. - só por que eu cheguei? – O Junior me fitou. - não sabia que era você, e eu já estava de saída mesmo. Tô aqui desde as 14. – fui sincero. - passeando? – ele colocou a mochila sobre a mesa, e sentou em uma cadeira na minha frente. - não! Vim fazer o trabalho de literatura. Junior sorriu. - coincidência. Também vim ver se consigo fazer essa porra. - não sabia que tu frequentava livrarias. – falei seco. - nem eu. Mas preciso me adaptar né!? Quer fazer pra mim não? Te dou uma nota. – ele sorriu. O encarei seriamente. - é só uma piada besta. Não tem senso de humor não? - tenho. Tenho sim, mas só com meus amigos. E nós não podemos ser amigos. Lembra? - você precisa levar as coisas tão a serio? Eu não quis dizer que não podíamos ser amigos. Só disse que não podíamos ser amigos naquele ...
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