1. Jorge


    Encontro: 01/09/2017, Categorias: Gays / Homossexual, Autor: inverno, Fonte: ContoErotico

    Era fim de ano, eu tinha acabado de entrar de férias na faculdade e estava com vários boletos para pagar. Tinha dezenove anos e estava desempregado há mais de quatro meses devido que o horário do trabalho não estava batendo com as minhas aulas, então preferi sair do emprego, o problema é que minhas economias foram acabando e minhas dividas aumentando. Eu fiquei com vergonha de pedir dinheiro aos meus pais e perguntei a um amigo se poderia me arranjar um emprego temporário na loja de departamentos que ele trabalhava. - Viado! – disse ele ao telefone daquela maneira nada discreta. – Pode vir viado! Nessa “budega” a moral aqui é minha! Já falei com o encarregado e você começa amanhã. Vai ficar abastecendo prateleiras comigo. E assim consegui um emprego em uma das maiores lojas de departamentos de Alagoas. José – meu amigo nada discreto – trabalhava nessa loja há mais de dois anos e me ensinou tudo o que eu precisava saber. Ficamos na parte de alimentos, abastecíamos prateleiras, ajudávamos os clientes, precificávamos, controlávamos a validade dos produtos e quando acabava o estoque da loja íamos ao deposito pegar mais para manter a loja abastecida. José era um amigo que eu conheci através de um ex-namorado – Gustavo -, assim que fomos apresentados nos tornamos amigos na hora. José era muito engraçado, sempre tinha uma tirada hilária que deixava minha barriga doendo de tanto rir. Era alto, negro e como ele gostava de dizer: “parrudo.” Porém era mais afeminado que o Shun de “Os ...
    Cavaleiros do Zodíaco.” Mesmo depois de meu término com o Gustavo, José e eu continuávamos amigos. - Lipinho – José sempre me chamava assim -, e os boys? Pegando muito? - Que nada! – respondi enquanto arrumávamos algumas caixas de chocolate no deposito para levarmos a loja e fazer uma torre. – A faculdade me consumiu muito tempo, eu tô numa seca pior que a do deserto do Saara. Depois do Gustavo eu não peguei mais ninguém. - Menino, mas faz quase meio ano! – disse ele indignado. - Eu sei! O negócio tá ruim! - Viado se tá ruim pra tu que é bonito imagina pra mim! Se tu na seca eu to na merda! Eu comecei a rir e José sorriu também, sempre fomos assim, rindo da desgraça um do outro. Lembro que passei uma semana rindo quando ele me contara que bateu o carro do irmão por que tinha perdido o foco do universo quando viu um “boy” correndo de sunga na orla de Maceió. - Essa foi a primeira vez que você disse que eu sou bonito, nunca deu em cima de mim, nem quando o Gustavo e eu tínhamos terminado. – Falei quando parei de rir e coloquei outra caixa de chocolate no carrinho. - Nem dei e nem vou dar, meu bem. – Disse ele como se aquilo fosse óbvio. - Nossa! Achei que eu fosse bonito. – Protestei com voz de dengo. - E é meu amor, você é lindo! Mas também é branquinho, loirinho, olhinho claro, todo bem feitinho, atlético, bundinha empinada e também é passiva. – Disse ele como se fosse o único gay autorizado a gostar de ficar de quatro. - Tu acha que ia rolar alguma coisa? Baixinho desse jeito? ...
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