1. Infravermelho


    Encontro: 01/09/2017, Categorias: Fetiches, Irmãos, irmão, Meio-Irmão, bebida, alcoólatra, Álcool, bêbado, clímax, Reviravolta, Revelações, Segredos, Briga, primos, Primo, viado, Dominação, Submissão, Podolatria, NINFETO, Sodomia, Obediência, dinheiro, boate, empresário, happy hour, Rebelde, Amor / Romance, Tensão Sexual, marrento, abusado, possessivo, Casado, carência, truculência, Paixão, sem camisinha, Traição / Corno, Desejo, vida noturna, prostíbulo, Rico, cereja, Puteiro, Lolito, Novinho, machista, egocêntrico, convencido, Voyeur, voyeurismo, Bissexual, exposição, highsociety, luxúria, amante, Incesto, malícia, Terno e Gravata, masculinidade, parte 2, macho alfa, alfa, objetificação, Gays / Homossexual, Autor: André Martins, Fonte: CasadosContos

    O primeiro flash de consciência alterou a cor da minha visão. A principal mudança de todas não aconteceu por eu ter visto o corpo do Ulysses de costas, tampouco por ter percebido a mesmíssima mancha que eu também possuía na parte traseira de sua coxa torneada e peluda. Não. Estávamos num quarto de hotel cinco estrelas, situado na orla da zona sul do Rio de Janeiro, iluminados apenas pela luz negra do ambiente, do jeito que o Deus Neon gostava de ficar. E, inacreditavelmente, a energia ao redor ameaçou morrer, como se começasse um apagão. Eu ainda sentia a ardência do pós sexo, tanto quanto o fogo dormente no corpo dos 18 anos que tinha agora, mas a mente continuava girando e oscilando que nem a energia indo e vindo. Até que os geradores do hotel foram acionados e, por qualquer razão metafórica existente, a luz negra não estava mais em tom ultravioleta. O ambiente estava numa cor vinho, uma paleta de cores escuras dominando, mas perto de um tom cereja fosco e cheio de sombras. Eu tinha que fazer a pergunta antes que ele saísse pra fumar na varanda. - Ulysses.. Do outro lado do quarto, agora eu quase não o vi de costas pra mim, completamente nu e somente com a deliciosa silhueta marcada no gradiente de cores entre nós. Um charuto na mão e o rosto hesitando pra virar na minha direção, como se, por qualquer razão, o safado estivesse em alerta sobre o que eu ia perguntar. - Me mostra essa mancha que você tem na perna? Ele acendeu o isqueiro e isso deu luz suficiente pra que eu ...
    conseguisse ver o sorriso de deboche, enquanto começava a queimar a ponta do charuto e me olhava de rabo de olho. Jogou a fumaça no escuro e respondeu. - Só se você me mostrar a sua primeiro, pivete abusado! Então ele realmente estava ciente de tudo que eu estava pensando. Aquele homem na minha frente não era apenas o empresário truculento que havia tirado minha virgindade, não. Ulysses era algum parente de sangue. E, no fundo da mente, eu sabia bem o que ele era meu. - Cara, a gente é da mesma família!? Não sabia por onde começar, de tanta empolgação. Levantei da cama num só pulo e fui direto no frigobar enquanto continuava a série de perguntas, tentando entender qual era a probabilidade de conhecer meus parentes biológicos numa cidade tão grande como a nossa. Só que, ao contrário de mim, ele só continuou fumando e me olhando, agora nu e sentado de pernas abertas numa poltrona do outro lado do quarto. A fumaça iluminada por vários tons escuros de cores menos brilhantes que o carmesim, uma coxa por cima do braço do móvel e um ovão mais caído que o outro no saco pendurado. Tudo era muito conveniente ao raio infravermelho que passaria na minha vida a partir de agora, tal qual um pente fino. - Como você pode ficar tão tranquilo com isso, Ulysses!? E se você for o meu pai!? Aí ele deu a primeira reação, bem quando eu lhe entregava um copo de uísque pra beber junto comigo. - HAHAHAHAHA! A gargalhada que antes me enojava, agora eu conseguia deixar passar batida, mesmo sabendo que era ...
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