1. Uma Manhã Qualquer (Parte 3 - Tarde)


    Encontro: 12/02/2019, Categorias: Continuação, parte 3, Termino, NAmor / Romanceo, balada, banheiro, Sexo, Gays / Homossexual, Autor: Author F, Fonte: CasadosContos

    Eu e Paulo havíamos saído para almoçar, fomos no seu carro até o outro lado da cidade a um pequeno — mas renomado — restaurante que pertencia a um amigo dele Era 13:10 quando chegamos ao nosso destino, aquele lugar não havia mudado nada desde que fomos lá pela última vez: as mesas e cadeiras vermelhas, os garçons usavam uniforme preto, a mesma decoração vintage de sempre e, claro, o diferencial de lá: a vista para a praia. Nos sentamos em uma das melhores mesas, de frente para a praia. Poucos minutos depois fomos atendidos por Sergio, o dono do restaurante, amigo de longa data de Paulo. — E aí, rapazes, como vão? Sergio falou nos cumprimentando. — Beleza, fera! Quanto tempo. Paulo se levantou para abraçá—lo. — E aí, tudo bem com vocês? Como vai a vida em São Paulo? — Tudo na paz, irmão. — Que bom, achei que vocês não iriam mais vir aqui. Sergio terminou de dizer isso dando uma gargalhada. — Você sabe como é, a vida tá uma correria. Paulo, então, se sentou de novo. — E aí, o que vocês vão querer para o almoço? — Eu vou querer o de sempre, e você, amor? — Bem, vou querer uma lasanha de frango. Eu respondi. — E para beber? — Coca. — Vou querer suco de laranja. — OK, já vão trazer, tenham um bom almoço, rapazes. — Obrigado. — Respondemos. Nosso almoço transcorreu de forma bem tranquila. Paulo, como sempre, comeu picanha na brasa. Quanto à lasanha de frango, estava ótima, eu só não poderia esperar pela indigestão que estava por vir. Terminamos de comer e, Paulo ficou num ...
    silêncio muito suspeito, muito pensativo. — Paulo! Tá tudo bem com você? — Perguntei. — Sim! É que estava pensando numa coisa. — O quê? — Cara, nem sei como dizer isso. — E que tal você ir direto ao ponto? — Bem, Julio, eu... eu vou ser pai! — Ele respondeu. Por um momento gelei, mesmo que nossa relação fosse complicada, eu ainda tinha esperança de que Paulo tomasse uma atitude e decidisse ficar comigo. — Pai! Mas como? — Qual é... você sabe! — Sei sim, claro que sei, o que aconteceu com aquela história dela ser estéril? — Ela fez uns tratamentos, ok? O resto você sabe como é. — Sei sim, o nome disso é viagra, meu querido! — Respondi já um pouco alterado. — Dá pra parar? Eu não quero fazer uma cena! — Deixa eu te dizer uma coisa, meu querido: você já fez uma cena, hoje cedo, quando você deu uma de amante espontâneo, você fez uma cena, não me ligava a um tempão, aí você aparece do nada, me fode como eu não era fodido a meses e me faz vir ao outro lado da cidade só para me dizer que vai ser pai! Haja paciência. — Foi mal! O que mais você quer que eu diga. — Primeiro, não diga ´´foi mal´´, você não pisou no meu pé, você pisou nos meus sonhos, sabia? Segundo, o que eu queria que você dissesse era que você iria se separar dela, que iria enfrentar seu pai e iria me assumir! Mas agora é tarde demais. — Desabafei, me sentindo, de certa forma, mais leve, apesar de o meu coração estar ferido naquele momento. — Eu sinto muito, Julio — seu olhar sereno e triste me encarou. — Espero que sinta ...
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