1. Um Garoto de Sorte 4


    Encontro: 09/02/2019, Categorias: Surpresa, programa, Amigos, Gato, sem dinheiro, Garoto de programa, Gays / Homossexual, Autor: Jades, Fonte: CasadosContos

    Quando acordei no dia seguinte o Chefe não estava na cama, as janelas estavam abertas e não tinha roupas pelo chão. Fui ao banheiro, demorei bastante e quando saí ele estava deitado na cama, sorrindo e bem mais solto que no dia anterior. — Bom dia, garoto! — Bom dia, chefe. Seu nome é Guilherme, né — comentei, indo até ele. — Sim, achei que você soubesse. Mas vem, vamos sair. Nos vestimos rapidamente e saímos de carro. Cerca de meia hora de viagem e chegamos num sítio numa região elevada e muito bonita, toda cercada de verde. O Chefe comentou que o sítio pertencia a um amigo e que ele gostava muito de lá, ia mais para praticar exercícios ao ar livre. A casa era de madeira e pequena, mas bastante confortável, já tinha comida na mesa e estava tudo arrumadinho. Depois de tomar café da manhã e curtir um pouco de preguiça na cama, ele abriu uma porta grande no quarto que dava numa varandinha, me mostrou a vista de lá e disse que ia comprar vinho num lugar próximo. Eu debrucei na cerca de madeira envelhecida e fiquei olhando para baixo, uma grande ladeira de pedras e vegetação rasteira. Tinha outras casas, mas todas ficavam longe, só se via os vultos. Era uma sensação de solidão e de liberdade, eu só ouvia o vento, que inclusive estava forte e bagunçava o meu cabelo. Na verdade eu estava cansado e ficar olhando um desfiladeiro todo verde tava me deixando depressivo. De repente eu comecei a pensar na vida, sei lá, senti um vazio no peito, uma sensação ruim em estar fazendo aquilo. ...
    Senti uma lágrima se formar e descer, sorte que o vento secava. Nem vi quando o Chefe chegou, ele me abraçou por trás, me beijando o ombro, perguntou se eu tinha gostado de lá e eu apenas assenti. — Tá cansadinho, né? Poxa... — Não, não, tá tudo bem. Ele me olhou nos olhos por alguns segundos, depois beijou a minha testa. Foi até o quarto e voltou com uma rede colorida, colocou em ganchos que já estavam ali para isso e deitou. Como eu apenas fiquei olhando, ele me puxou pela mão, me fazendo cair sobre ele — Vem, me faça companhia. — Isso não vai cair? — apontei para a parede de madeira onde os ganchos da rede estavam fixados. — Se cair, do chão não passa. — Pior que o chão horizontal é bem lá embaixo. — Então pensa positivo — ele riu e me abraçou apertado. Ficamos juntos, de beijinho e amassos, conversamos pouco e descansamos. Voltamos para a casa dele já bem tarde, a viagem foi em silêncio e eu quase cochilei. Quando chegamos eu fui para o quarto dos fundos pegar minha mochila, depois fomos para o quarto dele. Tomamos banho juntos, brincamos de pegar em tudo quanto foi lugar, mas apenas isso, por sorte a tara acumulada dele já tinha acabado. Deitamos na cama, ele ligou a televisão e me abraçou enquanto assistíamos uma bobagem qualquer. Algum tempo depois ele levantou, pegou um embrulho embaixo da cama e colocou dentro da minha mochila, que estava numa mesinha ao meu lado. Depois foi ao banheiro e fechou a porta. Eu nem precisei levantar, puxei a mochila e dei uma conferida ...
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