1. Cap 46 - Jéssica Albuquerque


    Encontro: 05/02/2019, Categorias: Lésbica viagem família, Lésbicas, Gays / Homossexual, Autor: R Pitta, Fonte: CasadosContos

    Esse capítulo dedico a Dona Nádia. ✝️✝️ Para sempre será lembrada e querida em nossos corações. Fê, estarei contigo sempre _._._._ Sabe quando acontece algo que não temos reação e ficamos com a cara travada com a boca aberta? Foi assim que fiquei. Meus olhos ficavam fixos na menina a minha frete. Ela estava muito vermelha por motivo óbvio: a raiva. Queria brincar de Avestruz e enfiar minha cara num buraco não chão. Consegui falar após ouvir Mel rindo da situação. - Irmã? Mas você é uma mulher! - Sim, tanto que se eu fosse homem seria irmão. - Não é disso que tô falando. Melissa sempre se refere a você como irmãzinha. Imaginei uma criança. Sei lá, de no máximo 10 anos. E você tem quanto? 15? - Sim. - Desculpa por isso, Larissa. Desculpa pela péssima primeira impressão que você teve de mim. - Não tinha outro jeito de se apresentar a mim? É assim sempre? - NÃO! Lógico que não, foi só um surto de... Quando percebi o que ia falar me calei. Sei que ela entendeu muito bem o que eu queria falar. Disfarcei e olhei para Mel, que tinha a vista presa para um horizonte só dela e tentei chama seu nome uma, duas três vezes em vão. Larissa começou a estalar os dedos em frente ao rosto trazendo a irmã do fantástico mundo da Melissa. Logo após fomos para a praça de alimentação, comemos, conversamos um pouco e voltamos para casa. Elas pediram um taxi e eu voltei para meu apartamento, subi pro quarto onde Garfield já me esperava miando. Peguei meu gato e deitei na cama. - O que eu vou fazer ...
    agora, Garfield? Aquela mulher me deixa louca! - Eu falava e o bichano emitia um ronronado frenético me fazendo perceber que estava pedindo conselhos a um animal. - Bem, você me mordeu no dedo, então prepare suas orelhas para me ouvir. Vocês, gatos, tem mais de 25 musculos na orelha, impossivel que isso tudo seja realmente para ignorar os humanos quando nós os chamamos. Tive uma longa conversa com ele que, curiosamente, parecia prestar atenção a cada palavra que eu falava. - O papo tá bom mas vamos dormir agora. Agarrei o travesseiro, meu companheiro deitou colado aos meus pés e dormimos. As folhas do calendário começaram as passar depressa que só percebi que tinha quase duas semanas que não via minha amada quando meu pai me ligou informando que íamos viajar em dois dias para comemorar o natal perto dos meus tios em Campos dos Goiacazes, no interior do Rio de Janeiro. Era de costume minha família se juntar para as festa de final de ano. Um ano nós íamos, no outro eles vinham, e esse ano era a nossa vez de ir. Única coisa que pensei foi em Melissa, que ficaríamos mais um tempo sem sentir seu corpo, seu cheiro, seu gosto. Minha mãe viria me buscar após seu trabalho e tinha que arrumar logo a mala. Peguei meu celular e mandei uma mensagem para Mel informando da minha viagem e a volta somente no dia 3 de Janeiro do proximo ano. Ela me respondeu com um emoticon triste e mandou uma foto bem provocante de toalha para mim, seguido de um "Te espero ansiosa para que tu me faças sua" Já a ...
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