1. Dei para o filho do cacique


    Encontro: 11/01/2019, Categorias: Gays / Homossexual, Autor: lucionorberto, Fonte: ContoErotico

    Conto real de Antonio Serenata:Quando trabalhei como geólogo para a Funai, uma de minhas primeiras tarefas foi fazer sondagem de minérios raros em uma reserva indígena do Norte do Brasil. Fui apresentado ao cacique da tribo residente na área, que me deu autorização para montar a tenda nas imediações da sua oca. Ali, disse-me, eu teria maior segurança e logo cedo eu e o filho mais novo dele, escalado para me acompanhar ao interior da reserva, poderíamos rumar para o destino escolhido. Pedi-lhe, então, para que me mostrasse quem era o seu filho, que dali em diante seria meu companheiro de jornada enquanto durassem minhas pesquisas e sondagens. Confesso que derrubei os queixos e fiquei realmente perturbado quando olhei para o jovem índio que atendeu ao chamado do pai e chegou-se até nós. Alto, forte, queimado de sol, coxas grossas, lisas e com o que parecia ser uma ferramenta monumental quase saltando para fora do shortinho acanhado que vestia. Era um bom começo. Ou melhor, um promissor começo. Mas era também um salto no desconhecido. Precisava dar tempo ao tempo, por mais que minha vontade era a de dar o mais rápido possível o meu botãozinho para aquele índio sarado e bonito. No nosso primeiro dia embrenhados na mata, Suruí, este o seu nome indígena, mais me seguiu com os olhos do que falou. Havia algo estranho no olhar do filho do cacique. E ele também pouco ria. No segundo, no terceiro e até no último dia daquela minha primeira semana de trabalho, Suruí praticamente não me ...
    deu nenhuma abertura para conversar amenidades. Deduzi que talvez ele preferisse a comunicação na língua do seu povo, que eu desconhecia por completo. Para minha enorme surpresa, entretanto, a partir da segunda semana ao meu lado, Suruí tornou-se falante e até um pouco brincalhão. Quando nosso papo tornou-se mais ameno e afetivo, criei coragem e perguntei ao índio algumas coisas sobre a sua vida íntima, especialmente com relação a uma provável namorada. Ele soltou-se ainda mais e me explicou que nos hábitos do seu povo não se inclui o namoro; não menos como o homem branco entende. Ele, Suruí, só poderia desposar, quando chegasse o tempo, a moça que lhe foi prometida já ao nascer. Era filha do curandeiro (pagé) da tribo, e as família aguardavam a melhor lua depois que ela fizesse quatorze anos, para a realização da cerimônia de casamento. Fiz, então, a pergunta que há muito ensaiava fazer: Suruí ainda era virgem? Teria que chegar ele também virgem ao casamento? Sem qualquer constrangimento, disse-me que nunca tivera, de fato, contato sexual com mulher, mas que na tribo havia moços que os espíritos escolhiam para mancebos dos outros meninos, cabendo a eles ensinar aos jovens índios as coisas do sexo. Isto era absolutamente natural entre aquele povo, que adorava e respeitava quase com veneração os mancebos da tribo, que depois de um certo tempo eram igualmente destinados ao casamento com mulheres, sendo substituídos nas funções de ensinar aos moços a "arte" do sexo por novos ...
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