1. Laços Do Destino - Capítulo 25: Novos caminhos...


    Encontro: 10/01/2019, Categorias: segunda fase, Gays / Homossexual, Gays / Homossexual, Autor: Daniel R.M, Fonte: CasadosContos

    O dia seguinte foi difícil pra mim, eu estava de ressaca. Fiquei na cama um pouco mais, esperando que a dor ficasse mais suportável. Meu celular começou a tocar e no terceiro toque eu atendi. — Alô — Vítor? Que voz horrível. — An, Robert? — Que bom que você se lembra da minha voz! — Eu ouvi a risada dele e era o som mais doce que eu poderia ouvir de manhã. — Eu nunca esqueceria uma voz como a sua. — Eu sorri. — Cara estou com uma dor horrível. — Você também? Não acho que seja pior que a minha, você quase não bebeu ontem. — Você não prestou muita atenção em mim então. — Por que me ligou? — Eu só precisava ouvir a sua voz, eu queria ter certeza de que oque aconteceu ontem foi real. Eu fiquei vermelho e quase deixei o celular cair da minha mão. — Bobo. — E saber se você ainda quer sair comigo hoje! — Claro que eu quero. —:Tudo bem, eu vou deixar você em paz agora, mais tarde eu te ligo. — Tudo bem. Ele desligou o celular. Eu fiquei bobo em cima da minha cama sorrindo igual um idiota, Robert era tão lindo, um dos rostos mais belos que eu já vi. Mas o que me deixou encantado foi a forma doce e delicada que ele me trata. Eu cai na cama e sorri. Senti uma pontada na minha cabeça que me deixou desanimado. — Droga de ressaca. °°° — Eu espero que você não tenha bebido ontem Vítor. — Pega leve mãe, eu já tenho dezenove anos. — Mas ainda mora na minha casa! — Eu revirei os olhos. — Então eu vou embora. — Não venha com ameaça garoto! — Nós rimos. — O que vai fazer o dia todo? — Não sei, ...
    vou caçar algo pra fazer. Eu não tinha a menor ideia do que fazer o dia todo, sem escola, sem emprego e sem as inumeras tarefas que eu tinha em Nova York. Me sentia um completo inútil. Fui para meu quarto, eu o observei, meu quarto passava a imagem de um quarto de adolescente, com decorações e pôsters nas paredes. Mesmo eu tendo apenas dezenove anos eu tinha certeza de que o quarto não me fazia justiça. Eu arranquei as cortinas com um puxão e rasguei os pôsters. Meu quarto foi o único cômodo da casa que não foi pintado. — Eu vou ter que dar um jeito em você. — Eu fui tomar banho. Achei o que fazer, arrumar meu quarto e deixar a minha cara. Mas eu estava em dúvida de como faria isso. Eu fui para a praça, eu queria voltar lá mais uma vez, no lugar que eu passei bons momentos com Marta e Carlos, quando era apenas nos três. Eu ainda não vi Carlos, a única coisa que eu sei é que ele está com Beto, isso é bom, mesmo não confiando 100% em Beto e também não confiando tanto em Carlos, eu sinto que eles foram feitos um para o outro. Como será que eles acabaram juntos? Essa é uma história que eu gostaria de ouvir. — Vítor! — Eu fui pego de surpresa por uma voz, minha tia Clara. — Tia Clara. — Exclamei nada contente, ela não gostava de mim, e o sentimento era recípocro. Ela sorriu e me olhou de cima a baixo. — Como você está diferente. — Eu não acho que mudei tanto. — Mudou sim, que bom que te achei. — No que posso te ajudar? — Eu estava a observando com cuidado. — Olha, eu não costumo ...
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