1. QUANDO TUDO COMEÇOU CAP 11- A MUDANÇA


    Encontro: 10/01/2019, Categorias: Amor / Romance juvenil, Amor / Romance, Viagem, Gays / Homossexual, Autor: Lanzinho, Fonte: CasadosContos

    Viajamos para Minas Gerais para podermos participar do funeral do meu avó, meu avo sempre fora gente boa por isso todos os filhos sempre eram presentes na vida dele e o que havia acontecido era uma perca irreparável. Chegamos em Belo Horizonte em um dia chuvoso, era um tipico dia de um funeral, meu pai logo falou: -Nossa nem chegamos e eu já estou mal só de ver esse tempo. - Calma Zé as coisas vão se acertar. Minha mãe disse ao papai, ele poderia ter todos os defeitos mas era cuidadosa com todos nós, isso não podia negar. Minha mãe não era uma megera apesar de parecer as vezes era uma mulher boa simplesmente não aceitava o filho que tinha. Três horas mais tarde estávamos na cidade que meu avô morava uma cidade pequena por isso todo se conheciam então o velório do meu avô estava lotado, estavam presentes todos os filhos e alguns netos, pois não eram todos que tinha disponibilidade de irem, meu irmão mesmo não pode ir pois teve que ficar cuidado dos negócios do meu pai. quando chegamos foi aquele alvoroço todo mundo chorando uma coisa terrível não gosto nem de lembrar do dia. Enfim o dia acabou o vovô foi enterrado e nos restou apenas as lembranças a vovó estava acabada tadinha muito triste só chorava afinal de contas foram mais de 50 anos juntos, a festa de boudas de ouro deles ainda estava na minha memoria eu tentava alegrar ela lembrando alguns trechos mas ela só chorava, eu sempre fui muito apegado a minha vó tínhamos uma conexão que não sei nem explicar. Minha mãe serviu ...
    um chá e minha avó foi descansar um pouco. - Bem gente agora que o papai foi enterrado nos temos que decidir o que fazer com a mamãe. Disse minha tia que morava a uma quadra dela a unica filha que estava perto dela o tempo todo. - Ela não pode ficar morando aqui nessa casa sozinha. continuou ela, nos ainda não tínhamos percebido mas tinha algo a mais naquelas palavras, algo que ninguém ainda tinha notado. Meu tio João que morava em Uberlândia se pronunciou: - Bem Maria essa é uma decisão que tem que ser tomada por todos inclusive pela mãe, não podemos decidir o futuro dela sem ela aqui. - Eu também acho, concordo com o João. disse meu pai, coitado por morar longe dos pais se sentia culpado por não ter estado ao lado do pai, mesmo que visitava ele com certa frequência estava muito mal com a situação. Todos os filhos concordaram mas minha tia não parava. - A mãe não tem condição de decidir nada. Eu estava sentado perto das pernas do meu pai me assustei quando ouvi uma voz firma e austera. - Olha Maria infelizmente minha filha quem morreu foi seu pai e não eu, eu mesmo velha ainda sei decidir minhas coisas, a decisão é sempre minha eu ainda sou a matriarca dessa família não pense você que estou caduca. Todos ficaram surpreso com a fala da vovó mas quem quase deu um pulo do sofá foi minha tia e minha avó ainda continuou. - Eu e seu sempre conversávamos sobre isso sabíamos que esse dia chegaria e concordamos que quando esse dia chegasse nos ficaríamos em nossa casa ate o dia do ...
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