1. Abrigo de Chuvas


    Encontro: 31/12/2018, Categorias: Oral, Anal, homoerotismo, Amor / Romance, Primeira vez, descoberta, Desejo, universitário, erva, Maconha, chuva, viado, transsexual, transexual, transexualidade, Trans, Tensão Sexual, cereja, Amor / Romance, Gays / Homossexual, Autor: André Martins, Fonte: CasadosContos

    - Sabrina, por acaso você viu o prendedor do meu guarda-chuva? Abri os olhos e percebi minha colega de outro curso parada ao meu lado. No mesmo quarto do alojamento onde estávamos, o amigo dela, um lourinho franzinho e vermelho de sol, parou do lado dela e aguardou uma resposta. - Eu não vi, Glauco! Você disse que não queria trazer um milhão de bolsas pra não ter que fazer confusão, mas já perdeu esse troço, né? - Foi sem querer! Eu forcei as mãos novamente sobre os olhos e respirei fundo antes de abrir a boca. Estava me sentindo mais cansado ultimamente, tanto pela reta final da graduação quanto pelos ajustes finais na comissão da chopada de formatura, além das mudanças na atlética de educação física e mais uma infinidade de outras responsabilidades com as quais me comprometi no calor do momento. Mas consegui retomar mentalmente o caminho das últimas horas antes de cairmos na estrada. Relembrei do momento exato em que bati o olho naquele garoto e percebi que ele fez o mesmo comigo. Naquele instante, concluí que o final de semana seria longo e que ele seria um empatador natural de foda. E o guarda-chuva na mão dele estalou quase que automaticamente, zunindo a fivela longe e abrindo bem espaçoso como se fosse um ser animado, um intruso enorme no espaço entre nós. Amarelo, ainda por cima, o suficiente pra chamar atenção. - Tá na hora, Marcos! Levanta! Olha que dia lindo! Ouvi a voz dela e comecei a retornar ao presente outra vez. Sabrina estava falando e fez questão de abrir ... as longas cortinas em tom girassol do quarto do alojamento, mas a luz do sol simplesmente não entrou. Lá fora, o céu carregado de nuvens cinzentas e bem acumuladas. - Tô vendo.. - completei. O dia estava cinza, assim como a monotonia na minha vida. Se o mundo ao redor tinha cores, era algo que eu sequer reparava, de tão no automático estava. Fui até o pequeno banheiro comum a pelo menos cinco pessoas que dormiam perto de nós, me olhei no espelho e constatei o quão diferente estava pela correria recente de tanta agitação e falta de tempo pra mim mesmo. Um pouco mais magro de rosto, o cabelo sem corte, a pele talvez precisando de tomar um sol, a barba por fazer, mas o mesmo feitio de homem disposto a qualquer parada, só que cansado. - Se arruma e não demora, ein! - Tá bom, tá bom.. Já ouvi, fica tranquila! Deixei Sabrina e o amiguinho dela pra trás, fechei a porta e tirei a roupa, virando todo o corpo em direção ao reflexo no espelho. Formando do curso de educação física, mesmo recentemente desleixado, o corpo tava em dia, devidamente dividido onde precisava e os pelos aparados na medida, quase um contraste com o rosto. Fui despertando e tomando banho, escovei os dentes e pensei em como precisava de realmente aproveitar as oportunidades. Já havia 2 anos que tinha terminado um relacionamento de 3, desde então me atirei de cara nos estudos e trabalho, estava praticamente abandonado e sozinho, carente no meio de um monte de cinza incolor. Era sexta de manhã, primeiro dia dos jogos ...
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