1. Amolecendo o coração do bad boy. (Clichê) VII


    Encontro: 09/11/2018, Categorias: barzinho., bebida, balada, Festa, colegio, Teens, Teen, Amor / Romance platonico, Amor / Romance, Drama, Gays / Homossexual, Autor: Berg, Fonte: CasadosContos

    Assim que abri a porta, tive a infeliz surpresa de dar de cara com Olavo. - oi. – disse ele. Tentei fechar a porta de imediato, mas o rapaz colocou o pé impedindo. - eu quero entrar. – disse ele com a voz firme. – é melhor você cooperar. - o que tu quer aqui? - quero entrar rapidão. Abre! – disse ele. - minha mãe ta pra chegar. Olavo sorriu. - sei que tu ta sozinho. Abre logo, ou então vou meter o chutão. - vai embora cara, por favor. - eu não quero confusão não, velho. Sai logo da frente dessa porta. – disse ele empurrando com o pé. Olavo empurrou com tanta força que me jogou pra trás. - shiii. Tu é fraquinho assim? – zombou. O rapaz fez um giro com o corpo observando toda a minha residência, acho que ele não estava acostumado a lugares simples. - ta sozinho né!? – perguntou. Confirmei com a cabeça. - mas minha mãe ta chegando. – falei. Ele não ouviu, ou fingiu não ouvir, fechou a porta na chave e se aproximou do sofá. - posso sentar? – disse ele já se acomodando. - eu não quero mais confusão. – falei me encostando na parede. Meus olhos estavam vermelhos: Raiva, medo, nervoso... Sei lá o que era. - eu também não quero mais encrenca, por isso to aqui. – disse ele. – senta aqui. - apontou para o seu lado no sofá. - to de boa aqui! – falei afastado. - tanto faz. – ele deu de ombros. – como é que você ta? – perguntou me fitando bem concentrado. - fala da surra? – perguntei. Envergonhado, Olavo virou o rosto. - acho que eu estava possuído naquele dia. – disse calmamente. - posso ... ser sincero contigo? - claro. - discordo quando você fala que estava possuído. Tu fez aquilo de caso pensado, arquitetou tudo. Possuído se tu tivesse agido pela emoção do momento, e não foi isso que aconteceu, ou foi? Olavo me encarou em silencio. - é... Pode ser que tu tenha razão. Eu fiquei chapadão contigo porque achei que tu tivesse avariado minha apostila de propósito. - a gente já estuda no mesmo colégio há um tempão né!? E tu deve nunca ter reparado em mim pra achar que eu teria coragem de fazer isso. Eu não sou assim, cara. - mas cumpade, raciocina comigo: Eu entro no banheiro e vejo minha apostila toda molhada dentro do vaso sanitário, o que tu pensaria se tivesse no meu lugar? - ah, sei la po. Mas a ultima coisa que eu faria seria sair espancando alguém. - nós somos diferentes. Você é calminho, já eu não sou. – disse ele. - mas isso não justifica. – falei. - eu não to querendo justificar. Sei que o que fiz é injustificável, mas eu queria que tu procurasse ver meu lado. – respondeu ele. Eu estava escorado na parede da sala; Olavo, sentado no sofá. - O Junior teve por aqui né!? Confirmei com a cabeça. - ele teve uma conversa séria comigo. To muito arrependido do que fiz, Eduardo. Sei lá cara, to mal de verdade. - eu não acredito em teu arrependimento não, velho, mas eu quero paz pra minha vida. O Junior conversou comigo, e ficamos acordados que não iria falar nada do que aconteceu pra ninguém não. - pô cara, não sei nem como te agradecer. - mas eu sei. - então fala. - ...
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