1. Reflexos De Uma Vida - Capitulo 2


    Encontro: 08/11/2018, Categorias: poder, ódio, Amor / Romance, Estupro, Vingança, Gays / Homossexual, Autor: Pietro Becerra, Fonte: CasadosContos

    Reflexos de uma Vida – Capítulo 2 Pietro: VOCÊ?! – fico tremulo, é ele o meu Fernando, sim é ele o grande amor da minha vida o qual tive que abandonar naquela noite. Catarina: Pietro, você já conhece o Fernando de algum lugar? Pietro: NÃO – digo exasperado tentando sair daquela situação – é que a face dele me parece familiar – gaguejo, não imaginava que após 15 anos o Fernando ainda trabalhasse aqui e ainda mais casado com uma mulher e uma grávida por sinal. Em poucos segundos notei que Fernando estava mais forte do que a ultima vez que o vi naquela noite, provavelmente graças aos trabalhos braçais que realiza na fazenda. Aqueles olhos verdes ainda transmitem paz, mas notei ali algo além, é difícil explicar, mas ele não me parece alguém feliz. Seus cabelos que antes eram bem curtos agora estavam um pouco maiores demonstrando pouco zelo para com eles. Era impossível não perceber os braços fortes de Fernando – lá me vem eu falando novamente sobre seus braços é que realmente aquilo era uma maravilha – acompanhada de um tanquinho delineado por gominhos com pelos espalhados que formavam o caminho da felicidade, felicidade essa que era gozada por Estela e bem aproveitada pelo visto afinal ela estava grávida. Falando em Estela desde que a vi senti repulsa, nojo e não era porque ela estava com Fernando, até porque eu não sentia mais nada por nada por ele – assim eu esperava, mas pelo visto não era isso que estava acontecendo. Sou acordado do transe olhando para Fernando quando vejo ... uma mão estendida em minha direção. Fernando: Prazer, sou Fernando Alves, capataz da Fazenda Montenegro. Seja bem-vindo – diz abrindo o sorriso mais lindo do mundo, semelhante ao da noite que me tornei seu noivo. Pietro: Obrigado – ajo por impulso e dou um abraço forte em Fernando que fica sem ação e constrangido – desculpe-me não sei o que me deu, é que você se parece muito com um primo meu que já faleceu – digo me desvencilhando do abraço tentando de alguma forma contornar a situação embaraçosa que criei. Fernando: Sem problemas, te entendo sei o que é perder alguém e sei como isso dói – percebo tristeza e nostalgia em seu olhar e sei que ele estava falando de Arthur. Catarina – Queridinho pode me levar ao meu quarto, estou cansada da longa viagem – Catarina segura na minha mão e me faz recordar os motivos pelo qual estou aqui: cuidar dela e me vingar de seus filhos, e não para relembrar amores de um passado que tem que estar morto dentro de mim. Pietro: Sim, Dona Catarina a senhora ainda tem que tomar seus remédios. Com licença a todos – digo levando a cadeira para onde Catarina me guia. Catarina: Vá adiante queridinho, vire à esquerda e me leve até a última porta desse corredor, por favor. NO QUARTO DE CATARINA Catarina: Pietro pegue o vidro de remédios para que eu possa toma-los. Pietro: Sim senhora – digo entregando as pastilhas na mão de Catarina – a senhora vai tomar esse medicamento de cinco em cinco horas. Esse outro que é para repor as vitaminas deve ser ingerido de ...
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