1. NA PAZ DO SEU SORRISO. 1


    Encontro: 28/10/2018, Categorias: FODA.., GOZADA. PUNHETA, Festa, SEXO NO BANHEIRO. SEXO NA SALA, metendo com força, Putaria, Oral, NOVINHO COM TESÃO. SAFADINHO, Primeira vez, descoberta, menino, Trem, VENDEDOR DE TREM, favela, Discoteca, ANOS 70, Trabalho, Garoto, moleque, PUNHETA NOVINHO, Teens, adolescente, HOMEM MAIS VELHO COM GAROTO NOVO, Amor / Romance DE NOVINHO, Reconciliação, Amor / Romance, Gays / Homossexual, Autor: RENATO MOTA., Fonte: CasadosContos

    Agosto de 1976. Não me lembro o dia, mas lembro o mês e o ano quando voltava do trabalho e conheci-o. Apropósito deixe me apresentar: sou Marco Antonio Almeida, tenho 68 anos, professor magistrado e com Doutorado em Biologia. Minha historia começa exatamente ai nessa data. Tinha 27 anos e há cinco anos formado e trabalhando como professor de Ciência e Biologia em uma escola no municipal no Méier e outra em Madureira, bairro onde eu morava nessa época. Nesse tempo um professor ganhava razoavelmente bem. Era época da ditadura, tempos difíceis, mas pra quem viveu nessa época sabe que as condições de vida eram melhores, as coisas eram mais baratas, os salários mais justos, não se tinha essa roubalheira que se vê hoje por esses políticos ladrão que o povo mesmo elegeu. Nesse tempo professor, bombeiro, policia e nem um órgão publico precisava fazer greve por estar com salários atrasados ou porque estão sendo mal remunerados. Todos os professores ou quase todos tinham sua casinha, seu carro. E comigo não era diferente, minha casa tinha sido deixada por minha mãe falecida um ano após ter me formado, teve câncer de mama, e naquela época não existia os recursos de hoje, uma mulher estar com um câncer de mama apenas voltava pra casa e esperava a hora de sua morte. A medicina ainda não era tão avançada como hoje, meu pai eu não conheci, dizia minha mãe que ele era marinheiro. Ela me criou sozinha e trabalhando muito debruçada sobre uma máquina de costura pra nos sustentar e poder me ... formar, e eu dei esse orgulho pra ela. Partiu desse mundo feliz porque sabia que tinha deixado o filho formado. Morava sozinho, e já sabia que era homossexual, tinha plena consciência disso desde que comecei a ficar mais rapazinho e outros garotos mais velhos da rua se aproveitavam de mim pelos matos entre uma brincadeira e outra de pique esconde, de pique pega. Mas como eram outros tempos bem diferentes de hoje que meninos de 11, 12 anos já falam abertamente pra todo mundo que são gays, na minha época você tinha que morrer jurando que era homem. Ser gay era a desgraça da família, a vergonha do bairro. Era ser a pior coisa do mundo. Muitos sofreram e morreram nessa época por ousarem tentar ser o que eram realmente. Chacrinha quase teve seu programa retirado do ar na TV Tupi por apresentar um afeminado cantando no seu programa Buzina do Chacrinha. Como disse era professor ganhava razoavelmente bem pra me manter tinha minha casa e meu carro, um Fusca verde de 1968, que vivia dando problemas e eu já estava economizando até um dinheirinho pra comprar um carro mais moderno. E justamente por meu Fusca está parado na oficina; foi que minha vida mudou. Sai da escola no Méier por volta das 13hs, peguei um trem na estação para ir pra Madureira. Sentei-me num banco e abri o jornal que tinha comprado e comecei a ler sem me da conta das estações que o trem estava passando, de repente num susto levantei-me e sai do trem para plataforma, só então me dei conta que soltei em Cascadura, uma ...
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